por bruthus lins
A nossa matinê (sessão da tarde) iniciava-se impreterivelmente às 14h20...
Quando adentrei ao vestíbulo do cine jandaia (baixa dos sapateiros) a ave de rapina da "Condor filmes" já havia sido expulsa do píncaro mais altos das cordilheiras andina... e plainava majestosamente soberba sobre os louros da fama.
O burburinho - originado na escuridão inicial das salas de projeção - já se esvaia em direção ao silêncio pré-nupcial entre a sétima arte e o seu cativo público das periferias.
Peço licença a um e a outros para poder chegar até a "minha" poltrona ideal; duas-a-duas as pernas são recolhidas para dar passagem às minhas mania de cinéfilo exigente: sentar-me sempre na poltrona central da quinta fila e na coluna do meio...
Doravante a minha atenção, como também a dos meus novos e temporários vizinhos, será total e estará direcionada para o retângulo mágico que acalenta os nossos sonhos por lutas fantásticas e justiceiras - tal qual "o dragão da maldade contra o santo guerreiro" de glaber rocha - contra a opressão e a tirania dos 'donos do poder' de um lado..., e do outro os menos afortunados pela sorte de viverem num sistema feudal com suas castas e barreiras quase que intransponíveis.
Doravante a minha atenção, como também a dos meus novos e temporários vizinhos, será total e estará direcionada para o retângulo mágico que acalenta os nossos sonhos por lutas fantásticas e justiceiras - tal qual "o dragão da maldade contra o santo guerreiro" de glaber rocha - contra a opressão e a tirania dos 'donos do poder' de um lado..., e do outro os menos afortunados pela sorte de viverem num sistema feudal com suas castas e barreiras quase que intransponíveis.
Os nossos olhos apaixonados (meu e dos meus vizinhos temporários!) se fixavam no belíssimo balé desenvolvido pela expressão corpórea magnificamente torneada do jovem justiceiro com olhinhos puxados para o oriente...
Sabemos que são gestos exaustivamente ensaiados de kung fu... Mas, sem menor dúvida, eles eram a materialização da nossa carência por um "herói!" nacional, que em plena ditadura militar fazia falta.
E o "china" bruce lee com sua destreza de guerreiro kamikaze, com seus golpes infalíveis e mortais era a personificação da nossa busca por justiça diante da mediocridade que a redentora (refere-se aos tempos da ditadura militar e os seus anos de chumbo: 1964 ~ 1985) impôs a vida cultural-social-política brasileira.
Sabemos que são gestos exaustivamente ensaiados de kung fu... Mas, sem menor dúvida, eles eram a materialização da nossa carência por um "herói!" nacional, que em plena ditadura militar fazia falta.
E o "china" bruce lee com sua destreza de guerreiro kamikaze, com seus golpes infalíveis e mortais era a personificação da nossa busca por justiça diante da mediocridade que a redentora (refere-se aos tempos da ditadura militar e os seus anos de chumbo: 1964 ~ 1985) impôs a vida cultural-social-política brasileira.

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